Apresentação – 2012 -2013

 PROJETO 2013

CIDADANIA; QUAL É O MEU PAPEL?

O projeto Cidadania: Qual é o meu papel? é oriundo de um trabalho desenvolvido com 210 estudantes de seis turmas, do Colégio Estadual Eron Domingues, de Marechal Cândido Rondon/PR, na disciplina de Língua Portuguesa. O mesmo se justifica pela urgência em trabalhar o tema Cidadania com os adolescentes, na escola e fora dela, para que saibam desde cedo que direitos e deveres são prerrogativas essenciais na vida de cada um e que devem ser observados e cumpridos para uma boa vivência e convivência em sociedade.

Entendemos o tema como importante e amplo por englobar outros assuntos que permeiam a vida do estudante contemplados no projeto, temas estes essenciais, principalmente para que o aluno se torne autor de sua própria história, saber que têm direitos garantidos em lei e da mesma forma deveres intransferíveis de sua responsabilidade. Por possibilitar elencar temas relevantes, presentes nas mídias, importantes para a formação do jovem, destacando-se as questões ligadas ao meio ambiente, formas de violências, sexualidade, democracia dentre outros.DSCN3990

Por ser a disciplina de Língua Portuguesa especial e abrangente, pois possibilita através dos temas elencados para cada série a análise, reflexão e produção de diferentes gêneros textuais, fazendo recortes de um mesmo tema, facilitando a interdisciplinaridade sem perder o foco do conteúdo estruturante e dos específicos estabelecidos; de aprofundar os conhecimentos em relação ao funcionamento da língua quanto à clareza, coesão e coerência além de inserir assuntos imprescindíveis para a formação dos alunos como cidadãos.

E ainda por ser momento imprescindível de alfabetização e letramento digital e por poder contar com materiais disponibilizados via net para leituras, trocas de informações primordiais para o crescimento do educando, além de oportunidade ímpar de se estar inserindo-os nas redes sociais, blogs, sites de referências de forma responsável e colaborativa.

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Os objetivos elencados foram inúmeros, de acordo com cada conteúdo curricular, atividades e ou etapas do trabalho, suportes tecnológicos, mas todos no sentido de promover à prática da leitura, a análise, a produção textual de diferentes gêneros, a socialização e a tomada de decisões ou ações efetivas a partir de fatos do cotidiano dos alunos e da sociedade, vislumbrados nos diferentes gêneros textuais presentes em jornais e revistas, impressos ou online e sites indicados, além de desenvolver de forma efetiva a construção do conhecimento atrelada a uma consciência socioambiental e formação da cidadania como um todo.

Como suporte de fundamentação teórica para o encaminhamento das práticas desenvolvidas, utilizou-se da disciplina de Análise do Discurso, linha francesa, especificamente os discursos da mídia e suas esferas de circulação, e inúmeros livros sobre as mídias e tecnologias educacionais e redes sociais a serviço da aprendizagem.

Os diferentes gêneros textuais e suas especificidades foram além dos gêneros presentes previstos no Currículo dos Anos envolvidos, trabalhados a partir de quatro grandes temas e subtemas: Formas de violência, Sexualidade, Meio ambiente e Cidadania. Para a efetivação de todas as etapas do projeto foram usadas as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), com ênfase nas Redes Sociais (Blog e Facebook), levando e instigando o aluno a ser um pesquisador, autor e construtor do conhecimento, percebendo-se como parte fundamental de toda mudança de atitude e inteirar-se das novas tecnologias e do quanto as mesmas são essenciais atualmente na propagação de ideias, no trabalho colaborativo e no desenvolvimento das habilidades exigidas para o milênio.DSCN1128

O Blog da disciplina, criado em 2012, foi remodelado neste ano e acrescido de novas categorias, transformando-se em uma ferramenta ímpar, importantíssima, para todo o desenvolvimento e concretização dos resultados do trabalho, pois serviu de espaço para socializar/partilhar fundamentação teórica sobre temas e gêneros textuais, postagem de atividades e integração entre as turmas e grupos alunos e comunidade. Tudo o que postado no Blog da disciplina era socializado via Facebook, nos grupos fechados por turmas, nos grupos abertos, no Facebook do Colégio e compartilhado pelos alunos e familiares. Criou-se um grupo específico para postagens de produções dos alunos do Colégio, além de uma página direcionada exclusivamente para o tema trabalhado (Cidadania: Qual é o meu papel?).DSCN1982

Foram muitas as ações concretizadas, além de Oficinas sobre diferentes temas e campanhas realizadas com utilização de diferentes suportes como celulares, Facebook e outros. Os Seminários temáticos foram extremamente significativos, pois a metodologia utilizada possibilitou muita leitura, pesquisa, análise e interpretação de textos, busca de dados científicos, investigação, aprofundamento sobre os temas e organização de roteiros. Esses os roteiros, envolveram a participação de especialistas da comunidade e suas ações foram divulgadas para as redes sociais, jornal impresso e online, TV, Youtube, mensagens de celulares e a afins, ampliando assim as habilidades e competências na alfabetização e letramento digital para um trabalho colaborativo, colocando-se o aluno como alguém que repassa e constrói conhecimento a partir de informações.

Os resultados comprovadamente verificados foram para além das expectativas iniciais do projeto, com alcance para além da sala de aula e para além dos muros do Colégio. De forma considerada extraordinária. Centenas de alunos, além dos diretamente envolvidos no projeto, famílias “antenadas” e participantes nos trabalhos e comunidade valorizaram as postagens e resultados.

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Vários convites foram recebidos para apresentação dos Seminários em outros ambientes: convites de faculdades e universidades tanto locais como de outros municípios para o repasse de técnicas de trabalho envolvendo Redes Sociais e aprendizagem. Coordenações de Cursos e acadêmicos dessas entidades acompanham pelo Blog e Facebook as etapas dos trabalhos realizados, relacionadas com as técnicas utilizadas e o envolvimento dos alunos para a conscientização cidadã. Bem como o envolvimento dos alunos nas participações das sessões da Câmara de Vereadores, audiência com o Prefeito Municipal e Secretários, colocando-se no papel de cidadão e como “porta voz” de outros alunos, professores, pais, vizinhos, enfim comunidade escolar e sociedade. Outras participações estão sendo agendadas para apresentação dos trabalhos até o final do ano.

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O trabalho classificou-se em 1º lugar na etapa regional do Concurso Televisando o Futuro, organizado pela RPCTV/Gazeta do Povo, de Curitiba/PR, afiliada da Rede Globo. O resultado da etapa estadual, com cinco finalistas, deverá ser divulgado no início de novembro.

No Programa Agrinho, vinculado ao SENAR/PRF, o trabalho foi classificado entre as 20 experiências do estado do Paraná, sendo apresentado no dia 17/10/2013, em Curitiba.

Além do exposto, o mais significativo e instigante para os alunos, foi romper com o tradicional das aulas instrucionais, inserindo sempre algo novo e informações em tempo real, provocando para a construção do conhecimento, com releituras mais consistentes e críticas dos discursos midiáticos. Com isso, oportunizando mudanças de atitudes em relação aos temas trabalhados, repassando e persuadindo aos demais alunos esse posicionamento via socialização oral e on line.

A era digital requer novas habilidades tanto dos estudantes quanto de professores e educadores.” (Martha Gabriel, 2013). Certamente ganham todos os envolvidos na educação quando se buscam mudanças de forma conjunta, colaborativa visando um objetivo único – a aprendizagem. Nesse contexto, cada integrante está cumprindo com seu papel de cidadão.

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Trabalho 2012

O Projeto Aprender, socializar e agir para transformar, foi elaborado como complementação de um Projeto existente, há dois anos, na disciplina de Língua Portuguesa, tendo com conteúdo estruturante, os diferentes gêneros textuais, mais especificamente os jornalísticos , os temas presentes no material do Programa Agrinho, material do alunos e do professor, e como ações a intervenção individual e coletiva no meio em que se vive.

As turmas participantes e coautores das pesquisas, produções, apresentações e ações elencadas, são alunos do 8º e 9º Anos do Ensino Fundamental, do Colégio Estadual Eron Domingues de Marechal Cândido Rondon, Paraná.

Os diferentes gêneros trabalhados são permeados entre si por temas explorados que são similares tais como: violências juvenis, sexualidade precoce, meio ambiente e cidadania. Cada tema por sua vez é subdividido em vários subtemas.

A fundamentação teórica sobre os gêneros discursivos, o encaminhamento das pesquisas foram e são realizados em sala de aula e laboratório de informática, o trabalho prático de pesquisas, entrevistas, filmagens, editoração etc, é complementada em outros ambientes, dentro e fora dos muros da escola.

Cada turma estudou todos os temas, dentro dos diferentes gêneros textuais jornalísticos, porém cada uma ficou responsável por um assunto e seus respectivos subtemas para socialização. O mesmo foi pesquisado em diferentes suportes e meios de comunicações presentes nas diferentes esferas de circulação.

Temas s subtemas.

A) FORMAS DE VIOLÊNCIA – Bullying, violência juvenil, drogas, alcoolismo juvenil, violência no trânsito. Tabagismo.

B) SEXUALIDADE – Gravidez na adolescência, Sexualidade precoce. DST, Métodos contraceptivos, Aborto, Mídias e sexualidade.

C) ECOLOGIA- MEIO AMBIENTE – Sustentabilidade, Poluição, (água, ar, solo) agrotóxicos, Código florestal. Água. Transgênicos. Biodiversidade, Consumo consciente. etc.

CIDADANIA- Durante todo o desenvolvimento do Projeto, enquanto os gêneros textuais e temas eram explorados o assunto cidadania foi o referencial de todas as ações, ou soluções tomadas como forma de amenizar ou extinguir os problemas levantados.

A metodologia empregada para o desenvolvimento do projeto é a colaborativa, pois sem dúvida é a mais adequada ao mundo globalizado de hoje, pois o trabalho coletivo/interativo de sala de aula, e fora desta, tornará/formará também um cidadão que saberá lutar ou perseguir os mesmos objetivos, além dos muros da escola.

Certamente precisamos de pessoas que saibam trabalhar em grupo, que respeitem as diferentes ideias, que tenham a pesquisa como alicerce de sua aprendizagem, e que de forma individual e coletiva construam conhecimentos, visando o bem comum de cada cidadão.

A forma metodológica desenvolvida no projeto permite que o aluno reflita sobre o seu papel diante dos desafios presentes na sociedade, e tenha atitudes mais críticas diante deste, começando por atividades simples de como trabalhar em grupo, e qual o seu papel dentro deste grupo e por consequência a sociedade.

Vídeo sobre o projeto Jornal- Ano de 2010

COORDENADORA DO PROJETO VERA BEATRIZ HOFF PAGNUSSATTI

– Resultados do Projeto. Ano de 2011- Concursos- Matérias Publicadas. entrevistas

O Projeto, no Ano de 2011, ficou classificado entre os 21  trabalhos finalistas do Prêmio Educadores Inovadores Microsoft,  dos 1400 trabalhos inscritos de todos os estados do Brasil. Ficou em 2º lugar em Inovação em Comunidade e 1º como Educador Inovador Microsoft 2011;

O trabalho passou por duas Bancas examinadoras na sede da Microsoft, em São Paulo, bem como foi socializado, durante duas horas, aos convidados presentes.

Recebendo o Prêmio do Diretor da Microsoft, Emílio Munaro. e secretário da Educação do Estado de São Paulo como Educador Inovador Microsoft 2011

Como Educadora Inovadora Microsoft do Ano de 2011, classificação que rendeu a participação no Fórum Mundial de Educação, representando o Brasil.

Etapa Mundial Washington DC. Novembro de 2011

8 thoughts on “Apresentação – 2012 -2013

  1. Esse trabalho foi muito importante pra aprendermos mais coisas sobre o meio ambiente e em especial sobre a água, sua importância e necessidade para todos os seres vivo.

  2. Não se pode tudo. Ana Maria, Patricia,Jéssica e Vanessa 9º B

    Na vida não se pode ter tudo
    Só queremos ver o futuro
    Sem um caminho escuro

    Não queremos violência
    Pois não aguentaremos com as consequências
    Queremos paz no mundo
    Onde queremos criar nossos filhos seguros

    Pois queremos que nossos filhos brinquem
    na rua sem ter medo da discriminação
    Para que recebam paz amor e compaixão
    Temos medo das drogas
    E também dos assassinatos

    Mas onde teremos segurança ?
    Precisamos mudar pela educação
    Para que vivamos em comunhão.

  3. Sou igual a Você (produção de rap)

    Qual problema de ter nascido assim
    Não sou diferente
    nem sou um delinquente
    sou uma pessoa normal

    Pois os negros não são animais
    Meu amigo uma coisa vou te dizer
    pense antes de agir, suas palavras podem ofender
    ai vc minha amiga vai vê como o bullying
    quem sofre não consegue esquecer

    Diga não ao bullyng e comece a ajuda
    a combate com isso e tudo pode parar.

    Porque,QUAL? É O TEU PROBLEMA
    PORQUE ME TRATA ASSIM
    SOU IGUAL A VC
    E VC É IGUAL A MIM

    nome:CRISTNA TAMARA RADKE-PR-9 B

  4. Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
    “O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar”
    Racismo, preconceito e discriminação em geral;
    É uma burrice coletiva sem explicação
    Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
    Mas demonstra claramente
    Infelizmente
    Preconceitos mil
    De naturezas diferentes
    Mostrando que essa gente
    Essa gente do Brasil é muito burra
    E não enxerga um palmo à sua frente
    Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
    Eliminando da mente todo o preconceito
    E não agindo com a burrice estampada no peito
    A “elite” que devia dar um bom exemplo
    É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
    Num complexo de superioridade infantil
    Ou justificando um sistema de relação servil
    E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
    Não tem a união e não vê a solução da questão
    Que por incrível que pareça está em nossas mãos
    Só precisamos de uma reformulação geral
    Uma espécie de lavagem cerebral

    Racismo é burrice

    Não seja um imbecil
    Não seja um ignorante
    Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
    O quê que importa se ele é nordestino e você não?
    O quê que importa se ele é preto e você é branco
    Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
    Se você discorda, então olhe para trás
    Olhe a nossa história
    Os nossos ancestrais
    O Brasil colonial não era igual a Portugal
    A raiz do meu país era multirracial
    Tinha índio, branco, amarelo, preto
    Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
    Barrigas cresceram
    O tempo passou
    Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
    Uns com a pele clara, outros mais escura
    Mas todos viemos da mesma mistura
    Então presta atenção nessa sua babaquice
    Pois como eu já disse racismo é burrice
    Dê a ignorância um ponto final:
    Faça uma lavagem cerebral

    Racismo é burrice

    Negro e nordestino constróem seu chão
    Trabalhador da construção civil conhecido como peão
    No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
    É revistado e humilhado por um guarda nojento
    Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
    Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
    O preconceito é uma coisa sem sentido
    Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
    Me responda se você discriminaria
    O Juiz Lalau ou o PC Farias
    Não, você não faria isso não
    Você aprendeu que preto é ladrão
    Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
    E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
    Porque se ele passa fome
    Sabe como é:
    Ele rouba e mata um homem
    Seja você ou seja o Pelé
    Você e o Pelé morreriam igual
    Então que morra o preconceito e viva a união racial
    Quero ver essa música você aprender e fazer
    A lavagem cerebral

    Racismo é burrice

    O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
    É o que pensa que o racismo não existe
    O pior cego é o que não quer ver
    E o racismo está dentro de você
    Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
    Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
    E desde sempre não pára pra pensar
    Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
    E de pai pra filho o racismo passa
    Em forma de piadas que teriam bem mais graça
    Se não fossem o retrato da nossa ignorância
    Transmitindo a discriminação desde a infância
    E o que as crianças aprendem brincando
    É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
    Nenhum tipo de racismo – eu digo nenhum tipo de racismo – se justifica
    Ninguém explica
    Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
    Todo mundo que é racista não sabe a razão
    Então eu digo meu irmão
    Seja do povão ou da “elite”
    Não participe
    Pois como eu já disse racismo é burrice
    Como eu já disse racismo é burrice

    Racismo é burrice

    E se você é mais um burro, não me leve a mal
    É hora de fazer uma lavagem cerebral
    Mas isso é compromisso seu
    Eu nem vou me meter
    Quem vai lavar a sua mente não sou eu
    É você.

    Milena kirst wurmath marechal cândido rondon-PR do 9 ano B

    Refletindo sobre a musica

    Ele diz que o racismo,preconceito e discriminação em geral; é uma burrice coletiva sem explicação.
    Mas mostra claramente que infelizmente acontece o preconceito mil,de naturezas diferentes,mostrando que a gente do Brasil é muito burra de não enxergar a um palmo a sua frente porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente,eliminando da mente todo preconceito e não agido com a burrice estampada no peito.
    E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação não tem a união e não vê a solução da questão.Só precisamos de uma reformulação geral como uma especie de lavagem cerebral.
    Não importa com a origem ou com a cor do semelhante.O quê que importa se ele é branco e você e negro .Aliás branco no Brasil é difícil porque no Brasil somos todos mestiços se você não concorda olhe para trás e olhe a nossa História.
    O nome do cantor é Gabriel Pensador o nome da musica é ( Racismo é Burrice) e o site é LETRAS.MUS.BR

  5. cantores (Thiagão e Os Kamikazes do Gueto) musica (todo finado tem mãe)

    Tá com Deus, vai na fé, força dona Iza,
    O tempo passa o sofrimento não acaba, ameniza
    Ninguém esquece um filho que morreu, é lógico
    Fim de semana trágico abala o psicológico
    Eu sou pai, deve ser foda perder um filho tão novo
    A vida é uma guerra, se engana quem pensa que é o jogo
    Vi vários bicho solto, moscou brincou com fogo
    Amanheceu no IML com vários tiro no globo
    Idelmar de sequinho 15 anos, já era
    É os finado prematuro, lotando o jardim de pedra
    O foda é ver as mães chorar tipo querendo ir junto
    Querendo entrar junto com o filho dentro do túmulo
    Vários morre cedo, a maioria é de imbalo
    É foda, é moda, tem que ser sanguinário
    13 anos já tá pronto pra matar, nem sabe porque
    Sobe, vai pra fita na garupa da RD
    Na hora de sentar o dedo, na mãe ninguém pensa
    Sem dó, misericórdia, o calibre dá a sentença
    Raras vezes arrependimento em quem matou
    Quem morre, morre, o sofrimento é pra quem ficou
    Quem matou, num sabe nem porque matou
    E quem morreu, num sabe nem porque morreu
    E quem matou, matou, herói virou
    E quem morreu, morreu, num volta, fudeu!

    Crânio furado de um filho que vai
    E sobre o seu caixão outra lágrima cai
    E a certeza que não volta mais
    E a guerra segue exterminando a paz

    Aperta o peito, vixi dá um nó na garganta
    A mãe gritando; – Filho, meu filho levanta!
    Levanta nada, tá no caixão é sem chance
    Deus dá a segunda chance,
    Mas tem vez que é sem revanche
    Avalanche, só má notícia que nós recebe
    Meu povo tá no Pinga Fogo, num tá lá na Hebe
    Dando entrevista algemado, mais um homicídio
    É pobre matando pobre, num é rico matando rico
    Como eu queria, queria plantar alegria
    Mas só vejo arma, droga, sangue escorrendo na guia
    Moleque matando na cara dura, foge dos homem
    Só com as GLÓK mete ficha sonhando em ser Al Capone

    Barato é foda mesmo, por mixaria se mata
    Um tempo atrás soltava pipa, hoje o brinquedo é as arma
    A ambição faz esquecer que os bagui num é fácil
    Sem colete, nem super-homem tinha o peito de aço
    É isso mesmo, vai explode os crânio mesmo
    O diabo atenta, o sofrimento é pras mãe no 2 de novembro
    Meu Deus do céu num queria ninguém sentir na pele
    Dia das mãe ganhar de presente o filho no IML
    Infelizmente chove bala, mãe chora, miolo espalha
    É lei da selva, cada um por si, chicote estrala
    Lei das quadrada, quem pode mais chora menos
    Quanto mais arma na mão dos moleque, mais enterro
    Mais desacerto, mais velório, mais sofrimento
    Mais ódio, mais saudade do filho que foi mais cedo
    É tanto mais, que cê vê bem, é prejuízo
    Menos guerreiro igual a mais choro e menos sorriso.

    Comentário

    Na musica (TODO FINADO TEM MÃE) fala sobre o desespero e o sofrimento das mães porque perderam o filho cedo por causa das drogas e dos tráficos. Também é comentado que os adolescentes na hora de cometer o crime, nos pais e na família ninguém pensa só querem saber de drogas, armas, dinheiro e vingança.

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